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As emoções na Liderança

  • Foto do escritor: Lígia Silva
    Lígia Silva
  • 3 de dez. de 2018
  • 4 min de leitura


Liderança com inteligência emocional

Esta parece uma combinação improvável.

Mas este é cada vez um conceito que vai ganhando terreno nas organizações.

Arrisco; mais do que um conceito, um novo paradigma de gestão.

A revolução industrial já ficou bem lá atrás.

Caminhamos na 4ª revolução industrial e deparamo-nos com a era digital, onde a resposta à capacidade permanente de aprendizagem é incessante e pedem-nos competências além das competências tecnológicas ou académicas.

As empresas enfrentam problemas com a necessidade de alta produtividade versus rapidez versus desempenho humano.

E arrisco mais uma vez; precisamos de ir além do lucro, precisamos de criar valor.

O lucro pode ser reduzido à correcta remuneração do capital; já criar valor é bem mais exigente e será com certeza um factor determinante no sucesso das organizações.

Mas o que estão as organizações a fazer para desenvolver as competências e melhorar o desempenho das suas equipas? Criar valor?

Remuneração do desempenho por objectivos, workshops, team building, formação, e-learning .... será suficiente?

E quantas vezes alinhamos neste registo só porque tem mesmo que ser?! Porque não temos outra alternativa ?!

Refiro-me às competências da inteligência emocional, cada vez mais necessárias para o sucesso das equipas e para o desenvolvimento das suas funções.

E estas equipas não podem deixar se ser observadas para além do seu todo.

As exigências vão mais além .... reduzem-se ao indivíduo.

A gestão do capital humano exige criatividade, humildade, honestidade, autoconfiança e capacidade para gerar laços emocionais.

A gestão do capital humano vai muito além das promoções, prémios ou progressões na carreira.

A gestão faz-se agora com tudo aquilo que cada colaborador carrega na sua “lancheira “quando chega pela manhã ao seu posto de trabalho.

Coloquemos questões :

- Sabemos o que os motiva?

- Conhecemos os seus objectivos profissionais?

- Quais os seus interesses?

- Os seus valores de vida estão alinhados com os valores da empresa?

- Qual o contexto da sua vida pessoal e familiar?

- Quais as suas preocupações?

Será que conhecemos as respostas?

Existem vários tipos de líderes e de liderança.

Ainda abundam os gestores e líderes directivos e pressionadores.

Estes são dois dos estilos de liderança, mas que na minha opinião acarretam efeitos muito negativos sobre o clima de trabalho das equipas. Percebo que possam e devam ser usadas, mas em situações muito concretas e com duração limitada no tempo.

São lideranças centradas somente em objectivos, a concretizarem-se na perspectiva do mais, e mais rápido.

O preço a pagar é elevado: desalinhamento, desmotivação, desencorajamento, medo, cansaço....

Penso que nas relações profissionais, tal como na nossa vida pessoal, o nosso melhor só está lá quando acontecimentos exteriores despertam as nossas emoções - e quando tudo começa a passar-se dentro de nós.

Acredito que neste momento estejam a pensar que me estou a afastar da mensagem inicial do texto, mas não, não estou a divagar, é mesmo assim que eu avalio a gestão das pessoas.

Não dá para separar o nosso propósito, o nosso trabalho e o que queremos, das nossas emoções.

Todos os acontecimentos têm um feedback ( positivo ou negativo) que interagem com as nossas emoções.

Sem intensidade, sem paixão, sem prazer, sem valor, sem entusiasmo, nada de verdadeiramente importante acontece.

Na verdade, os grandes líderes são aqueles que nos emocionam.

São aqueles que nos conduzem à vontade de começar já, que nos fazem querer dar o que de melhor há em nós, que nos fazem querer abandonar velhos hábitos e seguir novos caminhos.

No fundo, desafiam-nos e fazem-nos apaixonar por um objectivo, por uma meta, por uma missão.

Precisamos de líderes que :

- Façam sentir que as pessoas contribuem para uma grandiosa missão, partilhada por todos.

- Se comprometam com a sua equipa e com os seus resultados.

- Estejam sempre disponíveis para a prática do elogio sincero, para ensinar e para corrigir.

- Saibam gerar entusiasmo, cooperação, confiança, optimismo, esperança e empatia.

- Sejam íntegros e com valores.

- Criem ambientes propícios à automotivação ( muito mais do que motivação) e à superação.

Quando as pessoas se sentem bem, o trabalho corre melhor, ficam mais disponíveis para a mudança, para a concretização de objectivos, para a criatividade e para serem mais cooperativos.

As pessoas ficam disponíveis para além do necessário, ficam disponíveis para o esforço adicional, para tomarem decisões e para a partilha.

E isto é contagiante.

As pessoas vão querer regressar todos os dias à sua equipa e ao seu trabalho.

Vão querer ser mais competentes, mais ambiciosas, mais corajosas, vão querer saber mais, procurando até a superação.

São motivadas por sonhos e não pelo medo.

Recuperamos um sentimento de paixão, energia e de entusiasmo que contagia também quem nos rodeia.

Não dá para ficar indiferente. As equipas criam a sua própria identidade, ganham vida.

E é tão bom perceber, sentir, que as equipas se transformam e se tornam incondicionais.

E como qualquer outra competência, também se aprende a ser líder.

Começamos pelo auto conhecimento (sempre), pela capacidade e sabedoria necessária para que saibam gerir todas as suas emoções, tendo a atitude necessária, mantendo um interesse especial no sucesso das pessoas que lidera.

A partir daí, fica traçado o caminho em direcção às equipas e à organização.

Liderar não é tornar-se no melhor; liderar é fazer com que os outros se tornem melhores.

E que mais pode um líder almejar?

Concluo com uma frase de Napoleão que a mim me transmite um grande sentimento de altruísmo.

“ Os líderes são mercadores de esperança “



 
 
 

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