Para lá do Medo
- Lígia Silva

- 5 de mar. de 2019
- 2 min de leitura

Medo.
O medo é real.
Existe mesmo.
Poderá ter origem na nossa má gestão dos pensamentos e na forma como reagimos a circunstâncias externas.
Existem diferentes tipos de medo:
1- Aqueles que acontecem mesmo
Envelhecer
Morrer
Acidentes
Doenças
2- Medos que dependem de “circunstâncias”
Viajar de avião
Tomar decisões
Falhar
Terminar/ iniciar uma relação
Falar em público
Mudança
3- Medos relacionados com o “Eu”
Fracasso
Desprezo
Rejeição
E aquele grande medo: “ não ser capaz “.
Enfrentamos o medo agindo. Aceitando. Não dá para fugir.
De nada vale fazer de conta que não temos medo ou que ele não existe.
Se assim for, a seguir, estaremos prisioneiros desse medo.
Sempre iremos ter medo, medos, e este é um facto na nossa vida.
Depois de aceitarmos isto percebemos que do outro lado daquela barreira existe uma imensidão de possibilidades e até, quem sabe, uma nova vida.
O medo é um parceiro que me irá acompanhar pela minha vida fora.
O primeiro a dar-nos sinais do medo é o nosso corpo: tremuras, nervosismo, calores, desconforto, borboletas nas barriga.
Mas se pensarmos um pouco, estas são as mesmas características de um estado de excitação.
Então, de certa forma o que temos que fazer é passar daquele estado de dor, paralisia, de incapacidade, de ansiedade, para um estado de poder, de energia, de prazer, de capacidade, de satisfação.
Também é verdade que a sensação de medo pode ser um sinal de alerta que não devemos descurar; pode ser uma chamada de atenção para uma situação de perigo, que nos obriga a avaliar a situação. Mas o desafio é que o possamos fazer de uma forma racional, sem que sintamos que nos detivemos bloqueados pelo medo.
O truque é sentir o medo e ir em frente. Avançar.
Eu posso não conseguir controlar a fisiologia do corpo mas posso sempre escolher a atitude que quero ter, agindo sobre os meus pensamentos e sobre a forma como quero actuar.
E é aqui que reside o verdadeiro poder.
Um poder que é só meu.
Tem que ver com a capacidade de decidir como quero agir.
E reconhecer que esta é uma nova oportunidade para crescer, para assumir o controlo da minha vida, tornar-me responsável, em vez de assumir o tentador papel de vítima.
Ninguém é responsável pela minha felicidade a não ser eu mesma.
E claro, vamos lá buscar aquela coragem para passarmos de um estado de dor, para um estado de prazer, vigiando e recusando acerrimamente os nosso pensamentos destruidores ( aqueles da voz negativa).
E com o foco no prazer vamo-nos dedicar a descobrir o quão fantástico poderá ser, quanto posso ganhar, em que pessoa me posso tornar, o quanto posso aprender, o quanto posso crescer.
Não entendam esta minha interpretação e reação ao medo como um “ aligeirar da questão".
Reconheço que existem acontecimentos devastadores na vida das pessoas.
Mas o meu exemplo e reconhecimento vai para aquelas que sempre souberam “ dar a volta", resistir ao sofrimento, encontrar sempre um caminho, acreditar e, apesar de tudo continuar a agradecer à vida.
E o mundo está repleto de pessoas destas.
Esta sim, é a minha inspiração para continuar a avançar, mesmo com medo.



Comentários