Suas Altezas, as Nossas Crianças.
- Lígia Silva

- 3 de jun. de 2018
- 2 min de leitura

Educar os nossos filhos é um verdadeiro desafio; talvez um dos maiores na vida de todos os pais.
Mas se pensarmos que os pais não têm que ser perfeitos, talvez ganhemos coragem para aceitar esta viagem de coração cheio.
Na verdade, o melhor que pode acontecer é crescermos juntos; é crescermos com os nossos filhos.
Os pais devem ser os principais educadores da criança.
Para mim, educar é amar, liderar, ensinar, orientar, disciplinar, formar...
A sociedade exige dos pais uma enorme entrega e elevados padrões de realização: pessoal, profissional, familiar, conjugal.... E claro, entregamo-nos de uma forma desenfreada a esta corrida pela perfeição e pelo sucesso. E muitas vezes, aquilo que só conseguimos obter são sentimentos de frustração, de ansiedade e de culpa.
Sentimos que falhamos porque além de pais perfeitos queremos que os nossos filhos sejam também perfeitos.
Proponho trocarmos os vãos elogios pelo encorajamento, pela capacidade de criar os seus próprios desafios e objetivos, de não desistirem perante as adversidades, a superarem-se pelo seu próprio mote e a fazerem as suas próprias escolhas.
Podemos começar pelo sucesso escolar, seguido de uma enorme lista de afazeres extracurriculares que deixa antever um elevado potencial nas artes e no desporto e que façam sucesso entre os seus colegas e amigos.
E não pedimos nada menos que sejam os melhores e os mais fortes, promovendo uma perfeição que não existe.
Fazemos questão de transformar os nossos filhos em heróis, génios, criámo-los a acharem que estão no centro do mundo, que merecem tudo e que podem tudo.
Levámo-los a pensar que são os melhores, os mais talentosos, uns ganhadores e muito especiais.
O que estamos a promover é a mentira, a insegurança, a não dar margem ao erro e a desvalorizar o verdadeiro elogio quando este é realmente merecido. Tendemos a proporcionar aos nossos filhos um mundo de aparência, fácil, irreal...
Criamos crianças mimadas, arrogantes, frustradas e dependentes.
Proponho trocarmos os vãos elogios pelo encorajamento, pela capacidade de criar os seus próprios desafios e objectivos, de não desistirem perante as adversidades, a superarem-se pelo seu próprio mote e a fazerem as suas próprias escolhas.
É obvio que queremos que sejam felizes e que tenham um enorme sucesso.
A mim parece-me que todo este sucesso de pouco valerá se a criança não estiver a apreender as competências da vida.
Quem são os nossos filhos na sua essência? Em que adultos de poderão tornar? De que competências e valores necessitam para fazerem escolhas, para trabalhar, para serem independentes, para terem uma família, para fazerem amigos, para serem capazes de sonhar?
Temos a obrigação de criar os nossos filhos emocionalmente capazes e o mais importante de tudo é ajudá-los a crescer e tornarem-se nas pessoas mais extraordinárias que queiram e consigam ser.



Subscrevo e revejo me nestas palavras! Mas efetivamente há pessoas q crescem mais q outras, e têm a capacidade de nos ajudar a crescer também... bocadinho a bocadinho, degrau a degrau... como tu nos ajudas.. .Obrigada mesmo